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Esp?rito inventivo, o arquiteto Jo?o Armentano tem estilo contempor?neo e aposta na mistura de elementos naturais e tecnol?gicos.[/caption]
Em uma cidade em ebuli??o como S?o Paulo, que pulsa e impele todos para frente em uma velocidade desenfreada, ser multitarefa e din?mico ? essencial. E essas s?o caracter?sticas que definem o arquiteto Jo?o Armentano que, r?pido, deixou um pouquinho seu trabalho de lado para nos conceder esta entrevista. Dono de um carisma natural e apaixonado por contar hist?rias, ele lembra com carinho que, desde pequeno, sabia muito bem o que queria ser.
?Nasci arquiteto e nunca tive nenhuma d?vida ou questionamento sobre isso. Para mim, n?o havia segunda op??o, mesmo que eu dissesse ao meu pai que seria m?dico, como ele, para n?o deix?-lo triste?, recorda.
Tanto ? que um de seus passatempos na inf?ncia era acompanhar as obras da vizinhan?a, no Alto da Lapa. ?Voltava do col?gio, almo?ava r?pido e corria para a obra, onde ficava o dia inteiro com o pedreiro, aprendendo. Era meu prazer?.
Formado em 1987 pela Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes ? onde foi colega de profissionais como Jorge Elias? e L?o Shehtman? ?, Armentano abriu seu pr?prio escrit?rio muito cedo, em parceria com o amigo Roberto Migotto. A sociedade durou cerca de seis anos e, depois, cada um abriu uma frente pr?pria. ?Sozinho, veio aquilo que chamo de sorte. Explico: ? estar no lugar e na hora certa, o que me permitiu encontrar pessoas que apostaram no meu trabalho?, conta Armentano que, apesar de ser um esp?rito inventivo, precisava de algo que alavancasse seu nome. Afinal, segundo ele, ?n?o adianta ser um bom arquiteto se n?o tiver oportunidade de mostrar o trabalho para algu?m?. Assim, recorda divertidamente do dia em que ligou para a revista ?Casa Claudia? para tentar publicar seu primeiro trabalho: o apartamento que reformara para morar junto com sua esposa. E conseguiu!
[caption id="attachment_7178" align="alignnone" width="640"]
Para sua casa de campo, um ref?gio em Campos do Jord?o (SP), Jo?o Armentano uniu tudo o que mais gosta: muita luz do sol garantida pelo p?-direito duplo e amplas esquadrias, materiais naturais como madeira, al?m de objetos decorativos de suas viagens. O mobili?rio ? em tons terrosos, como a mesa de centro ou as poltronas de couro de Ren?e Behar; o aconchegante sof? ? da Tre Uni. O ambiente ? delimitado pelo tapete (by Kamy).[/caption]
Depois disso, seu nome come?ou a se destacar e confessa que a fortuna n?o lhe abandonou. ?N?o tive muitas dificuldades. Decidi, em 1992, participar da Casa Cor S?o Paulo e fiz bastante sucesso, a ponto de ser capa de revista. Fiquei amigo das organizadoras da mostra e passei a ser convidado nos anos seguintes?, comenta. E foi o ambiente de sua terceira participa??o na mostra, um s?t?o, que atraiu a aten??o de Marta Dora Grostein, m?e do apresentador Luciano Huck. ?Ela me indicou para Luciano que, na ?poca, n?o era famoso, mas estava cheio de boas ideias. Com ele constru? a boate Cabral, que tamb?m foi bem recebida?. Amigo pessoal de Huck, foi com ele que Armentano desenvolveu v?rios empreendimentos voltados para os jovens, em 1997. ?Encontramos um mercado ?timo para este perfil e para os rec?m-casados, apostando nos lofts, que n?o eram comuns na cidade?, aponta.
Sempre atualizado, gra?as a investiga??es e viagens, e atr?s de solu??es alternativas, o profissional passou a ter, entre seus clientes, diversas celebridades. Para todos eles, famosos ou n?o, seu anseio ? o mesmo: formular projetos que traduzam sonhos e propiciem bons sentimentos. ?N?s que trabalhamos com cria??o temos que pesquisar, testar e tentar. Com isso, conseguimos apresentar para o cliente ideias e formas inusitadas. A arquitetura ? isso, ? uma procura infinita de sensa??es, prazer, comodidade. Estou sempre em busca de como viver bem, como posso melhorar a vida de algu?m. Isso se aplica a tudo: um espa?o, fachada ou material novo?, relata o arquiteto, que acredita que o bem-estar est? intimamente ligado ao equil?brio no emprego das tecnologias com os materiais naturais. ?Adoro aplicar pedra e madeira. O contraste com as solu??es tecnol?gicas traz equil?brio de temperatura e aconchego. N?o adianta morar em um pal?cio high-tech totalmente sint?tico?, exemplifica, enfatizando que seu trabalho est? voltado ao conforto e ? praticidade.
[caption id="attachment_7179" align="alignright" width="447"]
Nesse mesmo projeto, a escadaria ? um luxo e mais parece uma escultura. Sinuosa, com degraus de m?rmore e alvenaria preta, tem um fino corrim?o de metal e balizadores baixos. Ela conversa com o piso feito de placas de m?rmore calacata, do t?rreo.[/caption]
?Gosto de pensar em um lugar para ser vivenciado, explorado, tocado. Tem que ser agrad?vel, envolvendo e acolhendo quem usufrui daquilo que concebi. Mas tamb?m precisa ser sustent?vel. Hoje ? important?ssimo pensarmos em reaproveitamento de elementos?, ressalta o arquiteto. Ao falar sobre estilo, diz gostar de projetos com linhas retas e grandes esquadrias, para propiciar ambientes arejados e iluminados naturalmente. Dentro da vertente sustent?vel, vale dizer que ele tamb?m se preocupa com a proced?ncia dos materiais empregados em suas obras. Sua capacidade criativa tamb?m pode ser apreciada no design, onde j? enveredou no desenho de mobili?rio e de acess?rios, utilizando os materiais que mais gosta: vidro e madeira.
Apaixonado pela profiss?o, o arquiteto confessa deleitar-se em pesquisar, evoluir e criar. ?Sou muito feliz, mas nunca estou satisfeito ? quero sempre virar uma p?gina, achar uma nova forma de envolver as pessoas?. Por prezar o contato humano e a troca de emo??es, ele ? firme ao dizer que se encanta com projetos de uso p?blico.
O arquiteto gosta de realizar projetos de uso p?blico, como bares e restaurantes. Esse ? o caso do It Sushi, em S?o Paulo, para o qual especificou um adesivo de parede (3M), com desenho de Daniel Fish, com efeito ?tico tridimensional, conceito similar seguido nas toalhas americanas. O piso de cimento queimado preexistente foi preservado para refor?ar o ar de contemporaneidade.[/caption]
E quanto ?s pr?prias inquietudes profissionais? Irrequieto, ele confessa que ainda n?o realizou todos os seus desejos. ?Quando se sobrevoa S?o Paulo de helic?ptero, em poucos minutos vemos a periferia com casas totalmente mal estruturadas. ? um sonho meu, desde jovem, tentar criar uma resposta equilibrada e economicamente vi?vel, inteligente, para as habita??es populares?.
[caption id="attachment_7181" align="aligncenter" width="638"]
Mais uma vez s?o as janelas que chamam a aten??o, uma marca de Armentano, ao lado da lareira. Neste projeto, de 513 m?, localizado em S?o Paulo, ele optou por esquadrias de alum?nio preto, que trazem o verde do paisagismo de Maria Jo?o D?Orey nas costas do sofisticado cantinho para leitura. Aqui, ele descartou duas su?tes do pavimento superior para poder elevar o p?-direito da sala, que ficou com 5,65 m.[/caption]
Por Marcela Millan
Imagens Alain Brugier, Gabriel Arantes, Rafael Wainberg e Victor Affaro
[caption id="attachment_9196" align="alignleft" width="100"]
clique aqui![/caption]
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ou aqui![/caption]
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Jo?o Armentano conta sobre sua carreira, em entrevista exclusiva.
Efervescente
Arquiteto das celebridades, Jo?o Armentano tem estilo forte, com muita ilumina??o natural e elementos que garantem aconchego.
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Esp?rito inventivo, o arquiteto Jo?o Armentano tem estilo contempor?neo e aposta na mistura de elementos naturais e tecnol?gicos.[/caption]
Em uma cidade em ebuli??o como S?o Paulo, que pulsa e impele todos para frente em uma velocidade desenfreada, ser multitarefa e din?mico ? essencial. E essas s?o caracter?sticas que definem o arquiteto Jo?o Armentano que, r?pido, deixou um pouquinho seu trabalho de lado para nos conceder esta entrevista. Dono de um carisma natural e apaixonado por contar hist?rias, ele lembra com carinho que, desde pequeno, sabia muito bem o que queria ser.
?Nasci arquiteto e nunca tive nenhuma d?vida ou questionamento sobre isso. Para mim, n?o havia segunda op??o, mesmo que eu dissesse ao meu pai que seria m?dico, como ele, para n?o deix?-lo triste?, recorda.
Tanto ? que um de seus passatempos na inf?ncia era acompanhar as obras da vizinhan?a, no Alto da Lapa. ?Voltava do col?gio, almo?ava r?pido e corria para a obra, onde ficava o dia inteiro com o pedreiro, aprendendo. Era meu prazer?.
Formado em 1987 pela Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes ? onde foi colega de profissionais como Jorge Elias? e L?o Shehtman? ?, Armentano abriu seu pr?prio escrit?rio muito cedo, em parceria com o amigo Roberto Migotto. A sociedade durou cerca de seis anos e, depois, cada um abriu uma frente pr?pria. ?Sozinho, veio aquilo que chamo de sorte. Explico: ? estar no lugar e na hora certa, o que me permitiu encontrar pessoas que apostaram no meu trabalho?, conta Armentano que, apesar de ser um esp?rito inventivo, precisava de algo que alavancasse seu nome. Afinal, segundo ele, ?n?o adianta ser um bom arquiteto se n?o tiver oportunidade de mostrar o trabalho para algu?m?. Assim, recorda divertidamente do dia em que ligou para a revista ?Casa Claudia? para tentar publicar seu primeiro trabalho: o apartamento que reformara para morar junto com sua esposa. E conseguiu!
[caption id="attachment_7178" align="alignnone" width="640"]
Para sua casa de campo, um ref?gio em Campos do Jord?o (SP), Jo?o Armentano uniu tudo o que mais gosta: muita luz do sol garantida pelo p?-direito duplo e amplas esquadrias, materiais naturais como madeira, al?m de objetos decorativos de suas viagens. O mobili?rio ? em tons terrosos, como a mesa de centro ou as poltronas de couro de Ren?e Behar; o aconchegante sof? ? da Tre Uni. O ambiente ? delimitado pelo tapete (by Kamy).[/caption]
Depois disso, seu nome come?ou a se destacar e confessa que a fortuna n?o lhe abandonou. ?N?o tive muitas dificuldades. Decidi, em 1992, participar da Casa Cor S?o Paulo e fiz bastante sucesso, a ponto de ser capa de revista. Fiquei amigo das organizadoras da mostra e passei a ser convidado nos anos seguintes?, comenta. E foi o ambiente de sua terceira participa??o na mostra, um s?t?o, que atraiu a aten??o de Marta Dora Grostein, m?e do apresentador Luciano Huck. ?Ela me indicou para Luciano que, na ?poca, n?o era famoso, mas estava cheio de boas ideias. Com ele constru? a boate Cabral, que tamb?m foi bem recebida?. Amigo pessoal de Huck, foi com ele que Armentano desenvolveu v?rios empreendimentos voltados para os jovens, em 1997. ?Encontramos um mercado ?timo para este perfil e para os rec?m-casados, apostando nos lofts, que n?o eram comuns na cidade?, aponta.
Sempre atualizado, gra?as a investiga??es e viagens, e atr?s de solu??es alternativas, o profissional passou a ter, entre seus clientes, diversas celebridades. Para todos eles, famosos ou n?o, seu anseio ? o mesmo: formular projetos que traduzam sonhos e propiciem bons sentimentos. ?N?s que trabalhamos com cria??o temos que pesquisar, testar e tentar. Com isso, conseguimos apresentar para o cliente ideias e formas inusitadas. A arquitetura ? isso, ? uma procura infinita de sensa??es, prazer, comodidade. Estou sempre em busca de como viver bem, como posso melhorar a vida de algu?m. Isso se aplica a tudo: um espa?o, fachada ou material novo?, relata o arquiteto, que acredita que o bem-estar est? intimamente ligado ao equil?brio no emprego das tecnologias com os materiais naturais. ?Adoro aplicar pedra e madeira. O contraste com as solu??es tecnol?gicas traz equil?brio de temperatura e aconchego. N?o adianta morar em um pal?cio high-tech totalmente sint?tico?, exemplifica, enfatizando que seu trabalho est? voltado ao conforto e ? praticidade.
[caption id="attachment_7179" align="alignright" width="447"]
Nesse mesmo projeto, a escadaria ? um luxo e mais parece uma escultura. Sinuosa, com degraus de m?rmore e alvenaria preta, tem um fino corrim?o de metal e balizadores baixos. Ela conversa com o piso feito de placas de m?rmore calacata, do t?rreo.[/caption]
?Gosto de pensar em um lugar para ser vivenciado, explorado, tocado. Tem que ser agrad?vel, envolvendo e acolhendo quem usufrui daquilo que concebi. Mas tamb?m precisa ser sustent?vel. Hoje ? important?ssimo pensarmos em reaproveitamento de elementos?, ressalta o arquiteto. Ao falar sobre estilo, diz gostar de projetos com linhas retas e grandes esquadrias, para propiciar ambientes arejados e iluminados naturalmente. Dentro da vertente sustent?vel, vale dizer que ele tamb?m se preocupa com a proced?ncia dos materiais empregados em suas obras. Sua capacidade criativa tamb?m pode ser apreciada no design, onde j? enveredou no desenho de mobili?rio e de acess?rios, utilizando os materiais que mais gosta: vidro e madeira.
Apaixonado pela profiss?o, o arquiteto confessa deleitar-se em pesquisar, evoluir e criar. ?Sou muito feliz, mas nunca estou satisfeito ? quero sempre virar uma p?gina, achar uma nova forma de envolver as pessoas?. Por prezar o contato humano e a troca de emo??es, ele ? firme ao dizer que se encanta com projetos de uso p?blico.
?Gosto de trabalhar com tudo na arquitetura, mas quando se atua em uma ?rea que pode abra?ar mais sorrisos, como um hotel ou restaurante, ? mais gratificante. Assim consigo passar emo??es para mais gente?, afirma.? [caption id="attachment_7180" align="alignnone" width="640"]
O arquiteto gosta de realizar projetos de uso p?blico, como bares e restaurantes. Esse ? o caso do It Sushi, em S?o Paulo, para o qual especificou um adesivo de parede (3M), com desenho de Daniel Fish, com efeito ?tico tridimensional, conceito similar seguido nas toalhas americanas. O piso de cimento queimado preexistente foi preservado para refor?ar o ar de contemporaneidade.[/caption]
E quanto ?s pr?prias inquietudes profissionais? Irrequieto, ele confessa que ainda n?o realizou todos os seus desejos. ?Quando se sobrevoa S?o Paulo de helic?ptero, em poucos minutos vemos a periferia com casas totalmente mal estruturadas. ? um sonho meu, desde jovem, tentar criar uma resposta equilibrada e economicamente vi?vel, inteligente, para as habita??es populares?.
[caption id="attachment_7181" align="aligncenter" width="638"]
Mais uma vez s?o as janelas que chamam a aten??o, uma marca de Armentano, ao lado da lareira. Neste projeto, de 513 m?, localizado em S?o Paulo, ele optou por esquadrias de alum?nio preto, que trazem o verde do paisagismo de Maria Jo?o D?Orey nas costas do sofisticado cantinho para leitura. Aqui, ele descartou duas su?tes do pavimento superior para poder elevar o p?-direito da sala, que ficou com 5,65 m.[/caption]
Por Marcela Millan
Imagens Alain Brugier, Gabriel Arantes, Rafael Wainberg e Victor Affaro
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