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Gigante cultural

Viva, pulsante e cheia de identidade, a Avenida Paulista recebeu o Sesc Avenida Paulista, que ocupa um edif?cio de 17 andares que desde 1975 pertence ? institui??o, mas que passou por todo um retrofit para se enquadrar aos padr?es de sustentabilidade e tecnologia desejados. ?Preservamos a maior parte da estrutura de concreto, mas com refor?os inclusive nas funda??es. Nos andares destinados a apresenta??o e exposi??o, lajes foram suprimidas para ganho em altura e maior possibilidade para usos m?ltiplos?, conta Amilcar Jo?o Gay Filho, gerente de Engenharia e Infraestrutura do Sesc SP.

O novo Sesc Paulista tem fachada que une o vidro n?o-reflexivo ? que permite controle ac?stico e t?rmico, filtrando a luz solar ? a pain?is de zinco e caixilhos em alum?nio anodizado. Seus rasgos horizontais criam um desenho curioso, al?m de refor?ar a ideia de uni?o entre interior e exterior. A unidade ocupa o pr?dio que antes era a sede administrativa do pr?prio Sesc.

O Sesc conta com 12 mil m? de ?rea constru?da para diversos usos. Salas de exposi??o e espet?culo, espa?os para pr?ticas esportivas, cl?nicas odontol?gicas, biblioteca, caf? e um mirante com vista panor?mica da cidade s?o alguns destaques para o p?blico, que est? estimado em 18 mil pessoas por semana.
No ultimo pavimento, o Caf? Terra?o conta com um mirante com vista panor?mica da cidade ? mas especialmente de toda a Avenida Paulista. O guarda-corpo de vidro protege, mas n?o interfere no panorama.

?Arte, corpo e tecnologia? foram as palavras que pautaram o projeto liderado pelo escrit?rio K?nigsberger Vannucchi?, dos arquitetos Jorge K?nigsberger e Gianfranco Vannucchi. Eles pensaram o edif?cio como uma extens?o da avenida. ?Entre suas caracter?sticas estruturais, o conceito se desenvolve nos grandes acessos, nas diversas ?reas de conviv?ncia ? com pra?as internas e um terra?o no topo ? e at? mesmo na escolha dos materiais, como os vidros n?o-refletivos, revelando as v?rias atividades exercidas no interior?, explicam. Todo o retrofit visou o m?nimo de impacto ambienta. Dentre algumas solu??es, escadas rolantes e elevadores com regenera??o de energia, placas solares para aquecimento da ?gua dos chuveiros, teto e paredes verdes, coleta de ?gua da chuva para reuso e, ainda, um paraciclo para 40 bicicletas.
Terra?os propiciam respiros entre um andar e outro, permitindo tamb?m ventila??o cruzada. Junto com o mirante, possibilitam momentos de contempla??o. Contam ainda com jardim e horta, em um est?mulo ? agricultura urbana. O acesso se d? por escadas e elevadores que funcionam atrav?s de regenera??o de energia.

?Ocupando o 5? e 6? pavimento, o espa?o batizado de Arte I tem p?-direito duplo, mezanino e camarins, ideado o mais livre poss?vel, para ter flexibilidade. ?Considerando-se o p? direito existente, restrito, concebido para uso original de escrit?rios, os forros foram suprimidos na maior parte dos pavimentos na reforma, mantendo-se as instala??es e dutos de ar condicionado aparentes?, conta Amilcar Jo?o Gay Filho.

A comedoria tem card?pio variado ? dispon?vel tamb?m em vers?o braile, para acessibilidade. O mobili?rio tem pegada brasileira e traz o amadeirado para aquecer o ambiente.

O n?cleo esportivo ? dividido em Corpo I, II e III ? fica do 10? ao 12? andar. Amplo e sem barreiras, oferece diversas atividades ao p?blico, desde academia at? exerc?cios aer?bicos. O condicionamento de ar do edif?cio se d? por meio de quatro chillers, de 80 TR cada, com condensa??o a ar e compressores centr?fugos magn?ticos.

Por Marcela Millan
Imagens Pedro Vannucchi

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