Aut?ntico D?cor
Aut?ntico d?cor
Ambientado com pe?as de ?poca e modernas,
o projeto de Ren? Fernandes Filho ? uma aula de hist?ria do design
Em jacarand?, cadeiras
de palhinha, modelo MF5,
da famosa marca de
design Branco & Preto
dos anos de 1950, revisitadas
com os motivos geom?tricos
do tecido vintage (Larmod).
Sobre as pe?as, pinturas
de Noemia Mour?o.
Ao lado, uma aut?ntica
Thonet, austr?aca,
em madeira mutamba
que recebeu assento
almofadado em seda (Safira).
Com o living integrado, o espa?o ficou apropriado para valorizar os m?veis herdados. Compondo com as poltronas MF5, um par de Jorge Zalszupin que foi estofado com algod?o texturizado (Larmod). Repare no contraste das lumin?rias: no estar, o plafon com tecido, modelo lentilha (La Lampe); no jantar, lampad?rio em prata.
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O projeto mesclou pe?as do
s?culo XIX e design moderno
brasileiro em um contexto atual
Tataraneta do Conde de Pinhal, a propriet?ria deste apartamento constru?do nos anos de 1980, de 80 m2, no Morumbi, al?m de trabalhar com antiquariato, herdou de seu bisav? m?veis e pe?as que serviam ? fazenda da fam?lia, no interior de S?o Paulo. Em seu acervo, m?veis da marca Branco & Preto, da d?cada de 1950 ? produto da uni?o dos ent?o jovens arquitetos Jacob Ruchti, Miguel Forte, Pl?nio Croce, Roberto Aflalo e Carlos Millan, empenhados em contestar a ordem mundial do p?s-guerra com suas cria??es inspiradas nas obras de grandes designers daqueles tempos, como o americano Paul McCobb. Havia ainda pe?as austr?acas, como as cadeiras Thonet, cujos primeiros modelos nasceram em 1959; acess?rios ingleses; um lampad?rio do s?culo XIX, entre outras preciosidades.
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No detalhe, o arranjo
entre as poltronas MF5
com os pufes que receberam
o mesmo tecido e servem
de mesas de centro.
Ao fundo, banco em lambri
e palha tamb?m herdado.
Para racionalizar o espa?o, a marcenaria se fez presente no m?vel sob medida e na porta de correr, que ? passagem para a ?rea ?ntima, ambas em madeira patinada, executadas pela Tora Tora, com detalhes em palha da Nani Chinellato.?Ao fundo, o sof? cult, modelo Babala? (Forma), recebeu couro (La Novit?). Sobre ele, foto de Claudio Edinger e pintura de S?rgio Telles. Ao lado, jogo de mesinhas compon?veis, garimpado em antiqu?rio.
Chegado o momento de atualizar seu im?vel, a ideia de utilizar sua cole??o de raridades parecia ?bvia, mas tamb?m desafiadora: como evitar o excesso? A resposta quem deu foi o arquiteto Ren? Fernandes Filho. ?T?nhamos receio de misturar as pe?as e um estilo ofuscar o outro, ou, pior: o design ficar carregado ou s?brio demais?, conta Ren?, enfatizando seu desafio neste projeto. O segredo da medida certa ele encontrou no equil?brio: ?al?m do bom senso, utilizei revestimentos claros e muita madeira, mais neutra, que deram leveza?, explica. No social, a distribui??o do mobili?rio, que privilegiou a circula??o, criou dois espa?os ? a ?rea de estar e a sala de jantar ? mesclados, mas independentes. Somando-se aos antigos, tamb?m integram o projeto m?veis sob medida, como uma grande estante, cujos acabamentos foram condicionados ? est?tica dos outros m?veis, com a fun??o de unir espa?os e organizar.
Com a reformula??o do social, criou-se um ambiente integrado com uma confort?vel ?rea de estar, complementada em ocasi?es especiais pelo assento acomodado ao lado do aparador do s?culo XIX, herdado do bisav?.
Com espa?o reduzido, foi preciso aproveitar cada metro da moradia. Antes de planejar a disposi??o das pe?as, o arquiteto atualizou o layout dos espa?os, integrando ambientes, especificando novos usos. Assim, as paredes que dividiam o living de um dos quartos foram postas abaixo, para ampliar o social. O quarto de servi?o, extinto, agora ? o closet da moradora. Al?m disso, de um banheiro fez-se um lavabo, eliminando-se o box do chuveiro. Exceto os da cozinha e os da varanda, mantidos em ard?sia e cer?mica, respectivamente, todos os acabamentos foram trocados. No piso, assoalho de cumaru (Pau Pau) e no jantar, espelho, para sensa??o de amplitude. Contente com o resultado, Ren?, f? de mobili?rio de ?poca e de cl?ssicos do design, garante: ?nada como rememorar o que tivemos de melhor no ?pice de nosso desenho mobili?rio (anos de 1950, em sua opini?o)?.

?Combinei m?veis do s?culo XIX e pe?as anos 1950 e 1960 com leveza?
(mat?ria publicada na Revista Decorar 80, em Dezembro de 2013)


