Escrit?rio Memola Estudio assina restaurante A Camponesa
arquitetura | Memola Est?dio
A unidade de Barueri do Camponesa, restaurante de comida caseira que tem o parmegiana como prato-chefe, foi a primeira com arquitetura idealizada para interpretar a sua hist?ria de cozinha de boa qualidade, genu?na e para toda a fam?lia. Um dos desafios, assim, foi fazer valer a localiza??o privilegiada do novo restaurante, no Iguatemi Alphaville Shopping, sem relegar a segundo plano os atributos da marca, origin?ria de um emp?rio com lanchonete inaugurado em 1998 na beira da Rodovia Castelo Branco, no munic?pio de Pardinho, interior de S?o Paulo, mas que evoluiu para um movimentado restaurante frequentado por p?blico amplo e variado.

Os eixos conceituais do projeto giram em torno do ide?rio de comida caseira, interiorana, feita com ingredientes de boa qualidade e com a simplicidade ? servi?o da excel?ncia, traduzido arquitetonicamente na paleta crom?tica onde sobressai o vermelho em tonalidades terrosa e carmim, bem como no predom?nio de materiais naturais, como a madeira e o tijolo aparente.
O piso do novo restaurante, portanto, assume papel estrat?gico por causa da sua longa extens?o e visibilidade, revestido com cer?mica quadrada vermelha em todo o sal?o do p?blico. As demoli??es das paredes pr?-existentes deram origem ? planta em L do ambiente, que contorna a cozinha e os espa?os funcionais restritos aos funcion?rios, no t?rreo e mezanino, antecedido por uma sala de espera conectada ao shopping atrav?s de caixilharia de madeira e vidro e com porta de correr.

O ladrilho hidr?ulico aplicado na fachada deste ambiente de ingresso se assemelha em forma e cor ? cer?mica do piso, embora com textura diversa, e sobre ele foi pintado o logotipo da marca em uma releitura, em escala reduzida, da grande placa que sinaliza o restaurante na estrada. O conjunto permite a ampla visualiza??o dos interiores mas tem est?tica que remete ?s casas de fazenda, modulado em quadros envidra?ados, ? meia altura, e com tela perfurada, ao alto. Al?m de elemento de identidade do Camponesa, trata-se complementarmente de uma men??o ? cultura popular de sinaliza??o de estabelecimentos comerciais com tal t?cnica.


Contraposto ao piso vermelho, o teto ? superf?cie de visualiza??o secund?ria, exceto no trecho pr?ximo ? entrada onde o p?-direito duplo ? interrompido pela presen?a do mezanino. A sua presen?a foi transformada em elemento de interesse do projeto ao se recobrir o volume suspenso com t?buas de madeira de demoli??o, gerando a ambi?ncia mais intimista do trecho frontal do restaurante.
J? no sal?o propriamente dito, h? uma s?rie de padr?es de revestimentos derivados da paleta do projeto e coordenados com o layout, cuja diversidade ajusta a grande dimens?o do espa?o ? sensa??o de acolhimento. Os revestimentos das paredes, assim, assumem papel de destaque, demarcando os sof?s fixos atrav?s da aplica??o de uma faixa a meia altura, inspirada nas tradicionais casas de fazenda mas com visualidade (cor carmim e tra?o delicado) sintonizada com a identidade arquitet?nica. A faixa muda de cor, para branco, no trecho entre as duas janelas da fachada posterior, de modo a colaborar com a reflex?o da luz natural incidente nos interiores e a enfatizar a presen?a das jardineiras, e depois volta a assumir a cor carmim, destacando as pe?as de mobili?rio e objetos de garimpo.

J? as novas paredes de delimita??o da grande cozinha, feitas com drywall, foram revestidas com meio tijolo aparente, exceto nos fundos do bar, que tem protagonismo nos interiores, tanto funcional quanto simbolicamente. Se a cozinha ? apartada do p?blico, ele ? o ponto de contato com bastidores do restaurante, e a sua grande dimens?o ao mesmo tempo enfatiza a frequ?ncia familiar e de grupos e ? enfatizada pela linearidade do balc?o, das suas molduras de madeira e pelas reflex?es da luz no azulejo branco e brilhante. As cadeiras, enfim, ? semelhan?a do piso vermelho, s?o elementos visuais integradores, havendo dois tipos de assentos m?veis.

fotos | Alexandre Disaro